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Quarta-feira, Novembro 24, 2004
Escondida em um quarto ninguém me acha.
Emoções gritam comigo.
Quero gritar. Sufoca.
Á frente, parede.
Sem cor, brilho, graça, cheiros.
Em instante cintila, dança e exala fumaças de cigarros do homem que estava alí anos antes.
Acredito. Desconfio. Vou embora.
Espírito encubado.
Tristeza, dia 20 de fevereiro de 2005. Anoto na agenda.
Sempre a deixo para depois.
Cale-se. Não me fale. Você diz o tempo todo que me ama e eu acredito.
Traída.
O recheio do bolo está envenenado.
Eu como, parecia ser de chocolate.
Corpo morto. A alma vagueia.
Com medo.Não pára de andar, dançar. Cansaço.
O coração parou. O corpo insiste.
Novidades?
Amanhece o dia, espero o anoitecer. A alma exala o perfume da noite passada. Já frio!
Helê
Sábado, Novembro 06, 2004
Voltar a escrever aqui é como voltar a ser quem eu era. Alguém que eu perdi por aí.Alguns meses se passaram e até o computador que eu escrevo esse post é novo. Feliz ano novo!Digo isso todo dia a mim mesma.
Muita coisa se passou e um dos piores sentimentos que se pode evitar é o arrependimento.
Escutar The Decemberists o dia inteiro. Jogar The Sims. E convesar com Belle que nem fala ainda.É isso que faço para evitar ficar pensando nisso.
Comecei a ler Nelson Rodrigues. Li Valsa number6 e os sete gatinhos. Preciso acostumar a ler peças de Teatro. Ainda estou sem costume.
Helê
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