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Domingo, Junho 26, 2005
Cada vez que falo com o Senhor Rafael abro um pouco mais a boca.
Helê
Sábado, Junho 18, 2005
Because maybe
(...) Porque talvez eu não seja tão inocente assim, e saiba muito bem como roubar sua vida. Pra mim.
Helê
Quinta-feira, Junho 16, 2005
Ana Cristina César
Poetisa dos anos 70. Suicidou-se jovem. Ouvi dizer que era lésbica e chega de querer da vida alheia. Vamos aos seus poemas.
Ana Cristina Cesar(soneto)
Pergunto aqui se sou louca
Quem quer saberá dizer
Pergunto mais, se sou sã
E ainda mais, se sou eu
Que uso o viés pra amar
E finjo fingir que finjo
Adorar o fingimento
Fingindo que sou fingida
Pergunto aqui meus senhores
quem é a loura donzela
que se chama Ana Cristina
E que se diz ser alguém
É um fenômeno mor .
FISIONOMIA
não é mentira
é outra
a dor que dói
em mim
é um projeto
de passeio
em círculo
um malogro
do objeto
em foco
a intensidade
de luz
de tarde
no jardim
é outra
outra a dor que dói
Helê
Mr dalloway
"Se esse livro queima queima da mesma maneira que o gelo."Baudelaire.
No livro, Contos completos de V. Woolf. A dama Dalloway está presente. Por vezes secundariamente. Mas sua presença é sempre tão marcante que ela inflama o que toca.O conto O vestido é meu preferido. E nele Clarissa D. é a anfitriã da festa(pra variar) e o conto é narrado pela jovem que não se sente com trajes adequado para a festa. No Dalloway em Bond street ela diz que ela própria iria comprar as luvas.
Afinal, mulher autosuficiente que é compra ela mesma flores. luvas.....(irÔnica eu?) hehe. Adoro essa frase. Tem imponência.
Helê
Shirley Temple
Helê
Quarta-feira, Junho 15, 2005
Meio dia
Esconda os cobertores. Quando saí foi essa a recomendação que deixei para a empregada.
Mas ela não sabe.
Cobertores são esconderijos.Meus. Desde o tempo que me dei conta refletida no espelho.O complexo de inferioridade me acompanha desde então.
Me deixa de cama. Febre 41 graus. Prostração. Auto observação sem espelhos.é assim que me refaço. Começo pelas extremidades duras e ossudas.Mãos e pés transparente e gelado. Adiantando um pouco chega ao pulso.Invisível.
Se me reinvetasse a partir da cabeça o que iria surgir?Menos olheiras talvez.
Mas é impossível olhar pra própria cabeça sem ver um reflexo disforme e flamejante do espelho.
Seu toque sem cobertores. Sem esconderijos.é por onde me vejo.é por onde me gosto.
Helê
Segunda-feira, Junho 13, 2005
Meia-noite
Maçã e pocket book estão no lugar do vallium.Pink martini toca no meu pc. E é assim que eu te seduzo.Com minhas grandes botas.Enquanto toca. hey eugene, do you remember me?Puxo sua gravata enquanto canto e rebolo.A música acaba. eu dou repeat. E nunca saímos do lugar.E como me penso!!!
Se me pensasse menos!Se me pertubasse menos. Dormiria mais. Bem mais.Mas é assim que me faço.é por onde me meto. Em becos escuros com luzes de neon piscando.. Homens se esfregando e mulheres oferecidas.Volto para casa. Limpa.Metida dentro desse pijama rosa de algodão olhando com desprezo pela janela.Revistas não me embalam.VOcê me excita.Estrelas descem à terra.Mas eram carambolas e eu já estava sonhando.
Helê
Vive l'amour.
Com muito Serge gainsbourg pra vcs e claro, bombons tbm.smack!!!
Helê
Terça-feira, Junho 07, 2005
Sonhei que estava grávida. Mas o mais estranho, é que eu estava contente.
Helê
Segunda-feira, Junho 06, 2005
Edifício Máster
O edifício Máster fica localizado no bairro de Copacabana. Rio de Janeiro. Composto por 12 andares, com 23 apartamentos cada.
A equipe de Eduardo Coutinho aparece quase que o tempo todo. Uma estética preferida por Coutinho.
A primeira entrevistada começa por Vera, que morou em vários apartamentos do mesmo edifício. Seguida por Sérgio, o administrador. Que depois ficamos sabendo que revolucionou o prédio. Antigo antro de marginalidade. Hoje um prédio de "família". O próprio diz que usa o método Piaget e quando não resolve parte para Pinochet.
Maria do Céu antiga inquilina, diz que descia para beber com os porteiros, nos tempos de malandragem.
Pode se notar a pluralidade cultural e social a medida que o filme "entra"(literalmente) nos apartamentos, é quase invasivo sem o parecer. É o mesmo que olhar para as pessoas no seu próprio prédio e imaginar como é a mobilía da casa dela, e a sua conversa é bem mais do que sobre o tempo, assunto de elevador.
Esther tem um comportamento refinado. Essa seria minha primeira avaliação. Costureira, trabalhou pra Roberto Marinho. Precisaria de mais tempo para saber disso. Ela foi um dia roubada. Precisaria de 1 mês ou mais. Uma certa amizade. Mas o filme nos conta diretamente coisas que jamais pensaríamos.
Quem mora em apartamento sabe. Contatos são poucos. Podemos ouvir gritos daqui, ou alguma garotinha, exemplo de Tainá, chorando. Mas tudo limita entre a porta e o elevador.Fecha-se a porta, copacabana e o prédio não existe mais. Há um mundo a ser criado. Muito particular.
Esse edifício pode ser tudo inclusive romântico como nos mostra Oswaldo e Geicy que se conheceram através de um anúncio de jornal.
Como você colocaria Camelô, doméstica, homem que conheceu Frank Sinatra, dançarina , prostituta,ex ator, moça com fobia social e diversidade político social cultural e opção sexual. Solteiros, casados.
tudo isso no mesmo saco?Achou difícil? O Máster colocou.
Helê
Sexta-feira, Junho 03, 2005
Jude Law
Helê
Quem gosta de escultura passarei o link para meu tio
Sim é meu tio
heheh
Rosas garotas, rosas
Pesquisas contam que usar perfume de rosa faz a mulher parecer mais magra aos olhos dos homens. Portanto. rosas em mim.
Helê
Robert Marplethorpe
self-portrait, 1975
Helê
Quarta-feira, Junho 01, 2005
MPB
Meu flog agora vai apresentar uma foto com uma música, Música sempre enche o coração.Brasileira então. Sempre romântica. E eu me acho sempre assim. Romântica. Roberto Carlos, Zeca Baleiro, Chico sempre Chico. Está tudo lá. A cada dia. Uma foto e uma música.
Helê
"Eu não acredito no casamento. Penso que na pior das hipóteses, é um hostil ato político embalado na guisa de uma tradição e de um conservadorismo religioso sem sentido . Na melhor das hipóteses, é uma feliz ilusão.
São duas pessoas que verdadeiramente se amam e não fazem idéia do quão miseráveis estão prestes a se tornar um ao outro.
Mas quando duas pessoas sabem disso, e decidem, com os olhos bem abertos, encaram-se e casam-se mesmo assim, daí eu não acho nem conservador, nem ilusório. Acho que é um ato radical e corajoso. E muito romântico. "
Frida Kahlo
Helê
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blog desenvolvido e escrito por Helenice Alvarenga
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